sábado, 26 de dezembro de 2009

Impressões de Natal(Parte I):O Mundo e o Natal.


Caríssimos,antes de mais nada um Santo Natal e Um Abençoado ano Novo a todos vocês.


Com o cheiro de churrasco ainda dominando meus sentidos,escrevo essas poucas linhas cá em meu ensolarado quarto.

Músicas ecoam lá fora,seguidas por rojões e gritos,risadas e assovios.E aqui dentro de minha mente permanece aquela pergunta constante,tremenda:”O que o Natal pode falar ao mundo?”

Como premissa de resposta devemos ter em mente aquilo que o mundo fala do Natal.Seria pouco,muito pouco,dizer que a visão “mundista”(mundana,se preferirem) sobre o Natal tem no consumo seu expoente máximo.

Surpresos?Sim,certamente vocês estão surpresos com este texto desse jovem ranzinza e teimoso.Mas não deveriam.Se falo que o mundo não traz a visão “consumista” do Natal,é porque quero ressaltar a pregação maior,e raiz desse consumismo.Porque quero ressaltar que o mundo prega o Natal como um grande vazio,um verdadeiro abismo,que os humanóides,sedentos de consolo para suas aflitas consciências,querem preencher com embrulhos e guirlandas,sorrisos falsos e ar afetado.

Sim!É o vazio que cria essa atmosfera.O vazio da humanidade que,por achar que a Igreja limitava Cristo,negou-A,deitando-se no catre das heresias.O vazio da humanidade,que não contente em negar Sua Mãe,negou seu Senhor,afastando-se de Cristo,negando Sua Eterna Divindade.O vazio da humanidade que assolada pela soberba de Satanás negou Deus,gastando esforços em destruir a ponte entre Ele e os homens.

Por fim,o vazio da humanidade que negou o Homem,entronizando o Egoísmo,a vontade própria.

E aqui,chegamos um pouco mais perto de nossa indagação inicial.O Natal pode quebrar esse vazio.O Menino Deus,o Verbo Encarnado,Razão de nossas almas,entra na História da qual é Senhor,para ensinar-nos o verdadeiro valor do homem,para fazer-nos humanos.

Porém esse ensinamento só possível através de um caminho:o silêncio.Talvez seja por isso,que essa época seja tão barulhenta:porque não queremos ou não sabemos ouvi-Lo;porque o mundo inquieta-se com o silêncio,porque traz perguntas que só podem ser respondidas em Deus,perguntas que têm Deus como resposta.



“Enquanto o silêncio envolvia a terra


E a noite estava em meio ao seu curso,


A vossa divina Palavra,Senhor,


Veio a nós do seu trono real.Aleluia”


(Antífona,Cântico Evangélico,Vésperas de 26 de deembro.)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A Fraude do Aquecimento Global (Parte II)

Por Carlos Madeiro:
Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos
Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O metereologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.
UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.
UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?
Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.
UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.
UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.
Molion: Depende de como se mede.
UOL: Mede-se errado hoje?Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.
UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.
UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.
UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.
UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.
UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.
UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.
UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.
UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.
UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.
UOL: Mas o mar não está avançando?Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.
UOL: O senhor viu algum avanço com o Protocolo de Kyoto?Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.
UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.
UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Fraude do Aquecimento Global(parte I)

Terça, 8 de dezembro de 2009, 15h04 Atualizada às 19h46
Reduzir CO2 não impede aquecimento, diz meteorologistaEFE

"Quando você olha os livros didáticos, diz lá que o nível do mar vai subir... Isso está errado! O que nós estamos fazendo? Educação ou lavagem cerebral?", questiona Molion
Carolina Oms
Especial para Terra Magazine
Para o professor Luiz Carlos Molion, representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial e pós-doutor em meteorologia, as reduções de emissões de carbono propostas pela 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), não vão produzir efeito no clima mundial, "o gás carbônico não controla o clima global", garante.
- A quantidade de carbono lançada pelo homem é ínfima, é irrisória, se comparada com os fluxos naturais dos oceanos, solo e vegetação. Para a atmosfera, saem 200 bilhões de toneladas de carbono por ano. O homem só lança seis.
"De todas as pessoas que estão aqui no Brasil, talvez eu seja o climatologista mais sênior". Molion estuda o clima desde 1970 e conta que, quando concluiu seu doutorado, há 35 anos, nos Estados Unidos, o "consenso" da época era que o mundo estava em uma Era Glacial. Hoje, ele também leciona na Universidade Federal de Alagoas.
Na sua avaliação Copenhague "é um discurso que não vai adiante", pois, à medida em que a população aumenta, há a necessidade de gerar mais energia elétrica.
- Como incluir essas pessoas sem aumentar o consumo? Não existe como. Somos ainda muito dependentes dos combustíveis fósseis. Acho que vai ter muito discurso em Copenhague, vão fazer muitas promessas, mas são só demagógicas. Não tem como cumprir essas metas. Se você olhar o Protocolo de Kyoto, a Europa não reduziu absolutamente nada, ao contrário. Conversa é conversa, na prática não há como fazer isso.
O pós-doutor em meteorologia e membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim garante, baseado em estudos de paleoclimatologia (estudo das variações climáticas ao longo da história da Terra), que as mudanças do clima são muito complexas para serem influenciáveis pelo ser humano.
Leia os principais trechos da entrevista:
Qual a opinião do senhor sobre as movimentações em torno da Conferência do Clima?
Essas reduções de emissões de carbono não vão produzir efeito nenhum no clima. O gás carbônico não controla o clima global. Isto já foi demonstrado com pesquisas feitas no que nós chamamos de paleoclimatologia, em que se tenta reconstruir o clima passado, com base nos cilindros de gelo da estação de Vostok, na Antártica. O cilindro de gelo retirado de lá, que reconstitui os últimos 4.020 anos, mostra claramente que já houve períodos em que tivemos temperaturas altas e baixa presença de CO2 na atmosfera.
Ocorreu forte aquecimento entre 1925 e 1946, e nessa época, o homem lançava na atmosfera menos de 10% do carbono do que lança hoje. Então, aquele aquecimento, que é ainda maior do que esse atual, na realidade foi explicado por fenômenos naturais. O sol esteve mais 'ativo' nessa primeira metade do século XX. Além disso, foi um período que praticamente não ocorreram erupções vulcânicas. Assim, a atmosfera ficou mais limpa e entrou mais radiação solar, causando o aquecimento.
Todos os recordes de temperatura nos Estados Unidos, que têm uma série de dados bastante longa, ainda são daquela década de 1930.
Como essas temperaturas são medidas?
Termômetros na superfície. O problema é que eles estão sujeitos aos fenômenos de ilha de calor, muito comuns nas cidades. E a maior parte desses termômetros está em cidades que sofrem esses efeitos da urbanização.
Como seria mais seguro medir as temperaturas mundiais?
Tem um sistema a bordo de satélites que leva a sigla MSU, um sensor de microondas que existe desde 1968. Ele indica que, nesses 30 anos passados, não há um aumento significativo de temperatura. Houve um aquecimento entre 77 e 99, que coincide com o aquecimento do Oceano Pacífico Tropical. Os oceanos são grandes controladores do clima, em particular o Pacífico, porque ele sozinho ocupa 35% da superfície terrestre. Então, quando ele se aquece, o clima também fica mais quente: A atmosfera, o ar, é aquecido por baixo, as temperaturas mais elevadas estão próximas da superfície.
Desde 1999, o Oceano Pacífico esfria. Hoje, não só monitoramos os oceanos, mas existem mais de 3.200 boias à deriva e mergulhadoras. Elas mergulham até 2.000 metros de profundidade, se deslocam com a corrente marinha e nove dias depois elas sobem, e passam os dados para o satélite. Esse sistema mostra que os oceanos, de maneira geral, estão esfriando nos últimos seis, sete anos. E, nos últimos 10 anos, a concentração de CO2 continua subindo.
Mas há uma sensação de que existem muitas mudanças climáticas ocorrendo no mundo...
Não. O que acontece é que hoje, a população está mais vulnerável aos fenômenos meteorológicos. Na realidade, os fenômenos intensos sempre ocorreram no passado. Por exemplo, a maior seca do nordeste foi em 1877 até 1879. O furacão americano mais mortífero foi no Texas em 1900. Então, temos esses eventos intensos que ocorreram numa época em que o homem não lançava a quantidade que lança hoje. Aliás, a quantidade de carbono lançada pelo homem é ínfima, é irrisória, se comparada com os fluxos naturais dos oceanos, solo e vegetação. Para atmosfera, saem 200 bilhões de toneladas de carbono por ano. O homem só lança seis.
Qual a incerteza que nós temos nesses ciclos naturais? É de 40 bilhões de toneladas para cima e para baixo. Ou seja, existe uma incerteza de 80 bilhões que é oito vezes maior que o que o homem lança na atmosfera. Não tem como se controlar o carbono. E se controlar, se reduzir as emissões, não haverá impacto nenhum no clima. O clima hoje deixou de ser um problema científico, ele é um problema político-econômico.
Como assim?
Hoje a matriz energética mundial, com exceção do Brasil, que é um país privilegiado, está baseada nos combustíveis fósseis (petróleo e carvão mineral, principalmente). Quando se diz, 'vamos reduzir as emissões', o que se quer dizer é: 'Vamos reduzir a geração de energia elétrica'. Os países não crescem. Tudo está baseado na energia elétrica. Isso vai afetar um desenvolvimento social e econômico dos países.
Mas, de acordo com esse raciocínio, os EUA seriam os maiores interessados em um acordo climático e, no momento, eles parecem ser o maior empecilho...
Os Estados Unidos adorariam que a China reduzisse as suas emissões. Os EUA estão "pendurados", a China tem cerca de 700 bilhões de dólares em papéis do tesouro americano. A ida de Obama à China, no mês passado, visou à redução de emissões da potência oriental.
Mas a redução seria mundial, a China não seria a única a reduzir, os EUA também reduziriam...
Uma coisa é você já estar com a sua população em condições humanas adequadas, como é o caso da Europa, dos EUA, do Canadá. Outros países, como é o caso do Brasil, e todos os países latinos e africanos, ainda não têm. Então, precisaria desenvolver, não consumindo como se consome nos EUA, mas com condições adequadas para viver, saúde, educação... Para os países subdesenvolvidos e emergentes, excetuando-se o Brasil, reduzir significa gerar menos energia elétrica. Em muitos países só tem carvão mineral e petróleo para gerar energia. Eu não quero dizer com isso, que nós devemos sair por aí depredando o meio ambiente, tem que haver mudanças de hábito de consumos, mas as emissões de carbono não são o caminho correto.
O senhor levanta questões sobre o clima que parecem, nos jornais e nas reuniões políticas, serem consensos. Quem fabricou esse consenso? Não existem consensos na ciência, ciência não é política, é experimentação. A ciência progride pelos contras que vão surgindo. Se você tem uma teoria e mostra que ela vale, e se surge um único experimento que diz o contrário, então você tem que repensar toda a teoria. Consensos são políticos, cientificamente eles não existem, cientificamente existem experimentações.
Então porque a impressão do consenso?
Existe uma trama por detrás disso tudo. Países como os do G7. Eles já não dispõem de recursos naturais, recursos energéticos. Por outro lado, eles não querem perder a hegemonia.
Os pesquisadores que vão de encontro a esse "consenso" sofrem algum tipo de represália?
Sim, mas isso é normal. A gente é perseguido, taxado como um indivíduo desatualizado e tem mais dificuldade de conseguir verba para pesquisa. Mas, de todas as pessoas que estão aqui no Brasil, talvez eu seja o climatologista mais sênior. Estudo clima há setenta anos e conclui meu doutorado há 35 anos, nos Estados Unidos. No período que eu fazia meu doutorado, o clima estava tão frio que o "consenso" da época era que nós estávamos entrando numa Era Glacial. O clima é muito complexo e jamais poderia ser dominado pelo CO2. Ao contrário, o CO2 é resultante do aumento da temperatura, quando a temperatura aumenta os oceanos liberam mais CO2.
Mas a vantagem dessa discussão toda em torno das mudanças climáticas é colocar o meio-ambiente em pauta.
É, mas não da maneira correta. Quando você olha para os livros didáticos das crianças, diz lá que o homem está destruindo a camada de ozônio, que a Terra está se aquecendo, que o nível do mar vai subir... Isso está errado! O que nós estamos fazendo? Educação ou lavagem cerebral? Na minha opinião, olhando todos os indicadores climáticos, nós vamos ter um resfriamento climático nos próximos vinte anos. O que vai acontecer com essa criançada quando eles perceberem que, ao invés de aquecer, está esfriando, e que esse esfriamento é muito pior para a humanidade?
Os países parecem dispostos a fazer acordos de redução em Copenhague...
É um discurso que não vai adiante. À medida em que a população aumenta, há a necessidade de mais energia elétrica, se a gente quiser incluir esse pessoal em uma sociedade que viva adequadamente. Como incluir essas pessoas sem aumentar o consumo? Não existe como. Somos ainda muito dependentes dos combustíveis fósseis. Acho que vai ter muito discurso em Copenhague, vão fazer muitas promessas, mas são só demagógicas. Não tem como cumprir essas metas. Se você olhar o Protocolo de Kyoto, a Europa não reduziu absolutamente nada, ao contrário. Conversa é conversa, na prática, não há como fazer isso.
Terra Magazine

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

"Corrente dos Sinos" pela Justiça climática(comentario do post anterior)

Tomei conhecimento desta “corrente dos Sinos” através de meu pároco,D.Almir(OSBV).De imediato pus-me a pensar no total desperdício da ação.A conferência de Copenhage é em si um desperdício,como bem alertou o especialista em clima Luiz Carlos Molion;e esse alarde “aquecimentista”,- verdadeiro terrorismo ocidental – mostra-se cada vez mais subserviente aos interesses daqueles que o propagam.
A partir de hoje inicio uma serie de postagens “Anti-Cop 15”,com o simples objetivo de colaborar com a conscientização da real situação do clima.
E começo exatamente com essa sobre os sinos,que exibe a total confusão religiosa pós-conciliar.Tocar os sinos em nome da “justiça climática”,mas nada de tocar,fazendo-os ressoar nas colinas,chamando o povo para o Ângelus.É impressionante a capacidade de mobilização dos “progressistas” quando a ocasião lhes convém.
“De fato, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”(Lc 16,18).Porém nessa “justiça climática” nada há da “justiça Divina”;e esse protesto,vazio,sem qualquer Luz da Verdade,dessa Verdade que é Amor,resume-se naquilo propõe.Sem a Caridade na Verdade,torna-se -como diz S.Paulo – apenas címbalo que retine,bronze que soa,vazio,sem Deus

Novo Contador de visitas

Iniciamos hoje,um novo sistema de contagem de visitas.Aproveitamos a ocasião para agradecer aos nossos poucos,porém fieis leitores,e de modo especial ao nosso amigo Roberto,milesimo visitante deste blog.

Sinos na "luta pela justiça climática"(comento no post seguinte)

ROMA, sexta-feira, 4 de dezembro de 2009 - Por ocasião da cúpula de Copenhague (Dinamarca) sobre a mudança climática, a Cáritas Internacional e o Conselho Mundial das Igrejas fizeram um convite a tocar os sinos do mundo inteiro no próximo dia 13 de dezembro, quando as negociações chegarem ao seu ponto crucial.
Às 15hs desse mesmo dia, após uma celebração ecumênica na catedral luterana de Copenhague, em todas as igrejas da Dinamarca os sinos serão tocados, com o fim de enviar uma mensagem única a todos os líderes do mundo, exortando-os para que adotem medidas urgentes diante da mudança climática.
Convidam-se os cristãos do mundo inteiro a participarem, tocando os seus próprios sinos, tambores, gongos, berrantes etc., 350 vezes.
Por que 350 vezes? Porque este número se refere a 350 partes por milhão (ppm): este é o limite máximo seguro de CO2 na atmosfera, segundo muitos cientistas, especialistas no clima e governos.Durante toda a história da humanidade, até 200 anos atrás, a atmosfera continha 275ppm de CO2, mas agora a concentração se eleva a 390ppm. A menos que reduzamos de novo rapidamente os níveis de CO2, corre-se o perigo de alcançar pontos de inflexão e de provocar efeitos irreversíveis, como o derretimento da capa de gelo da Groenlândia e a existência de importantes emanações de metano, devido ao desgelo do permafrost, afirmam os organizadores.
A secretária-geral da Cáritas Internacional, Lesley-Anne Knight, fará os sinos de Copenhague ressoar, com os membros da delegação da Cáritas-CIDSE que assistem à cúpula e com destacados líderes da Igreja Católica.
Os sinos das igrejas ressoarão às 15h (horário local), em todos os fusos horários do mundo, começando pelas Fiyi, no Pacífico Sul, onde sai o sol, e continuarão ressoando ao redor do globo, até as 15h de Copenhague e de toda a Europa.
Diversas dioceses do mundo se unirão ao ato para pedir justiça climática.
Os bispos do Uruguai se uniram à iniciativa com uma mensagem na qual exortam a tocar os sinos das igrejas do país e pedem a todas as dioceses que adiram a esta manifestação universal.
“A Cáritas Internacional, por intermédio da Cáritas Uruguaia – afirmam os bispos uruguaios –, convida a que todas as paróquias do nosso país unam seus corações e vozes tocando seus sinos para ajudar a salvar o planeta da mudança climática.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Em verdade, sem o alimento essencial da oração, o Presbítero adoece, o discípulo não encontra forças para seguir o Mestre, e assim morre por inanição.

CARTA AOS PRESBÍTEROS EM DEZEMBRO 2009.

Caros Presbíteros,
Na vida do Presbítero, a oração ocupa necessariamente um lugar central. Não é difícil de entender, porque a oração cultiva a intimidade do discípulo com seu Mestre, Jesus Cristo. Todos sabemos que, ao esvaecer-se a oração, debilita-se a fé e o ministério perde conteúdo e sentido. A consequência existencial para o Presbítero exprime-se em menor alegria e felicidade no ministério quotidiano. É como se o Presbítero, ao seguir os passos de Jesus, lado a lado com tantos outros, perdesse o passo no caminho, ficando sempre mais para trás e mais distante do Mestre, até perdê-Lo de vista no horizonte. A partir de então, caminha sem rumo e vacilante.
São João Crisóstomo, numa homilia, ao comentar a Primeira Carta de Paulo a Timóteo, adverte sabiamente: “O diabo joga-se contra o pastor [...]. Com efeito, se matar as ovelhas o rebanho diminui; ao invés, eliminando o pastor, destruirá o rebanho inteiro”. O comentário faz pensar em muitas situações hodiernas. Crisóstomo admoesta que a diminuição dos pastores faz e fará diminuir sempre mais o número dos fiéis e das comunidades. Sem pastores, nossas comunidades serão destruídas!
Aqui, porém, desejo, antes de tudo, falar da necessária oração para que, como diria Crisóstomo, os pastores vençam o diabo e não pereçam. Em verdade, sem o alimento essencial da oração, o Presbítero adoece, o discípulo não encontra forças para seguir o Mestre, e assim morre por inanição. Em consequência, seu rebanho se dispersa e morre.
Realmente, cada Presbítero é, por definição, portador de uma referência essencial à comunidade eclesial. Ele é um discípulo muito especial de Jesus, que o chamou e, pelo sacramento da Ordem, o configurou a Si como Cabeça e Pastor da Igreja. Cristo é o único Pastor, mas quis fazer participar a Seu ministério os Doze e seus Sucessores, mediante os quais também os Presbíteros, ainda que em grau inferior, são feitos participantes deste sacramento, de tal forma que também eles participem, a seu modo próprio, do ministério de Cristo, Cabeça e Pastor. Isso comporta um laço essencial do Presbítero com a comunidade eclesial. Ele não pode omitir-se no que diz respeito a essa responsabilidade, dado que a comunidade sem pastor se desfaz. A exemplo de Moisés, deve permanecer de braços erguidos ao céu, em oração, para que o povo não pereça.
Por esta razão, para continuar fiel a Cristo e à comunidade, o Presbítero precisa ser homem de oração, homem que vive na intimidade do Senhor. Necessita, além disso, ser confortado pela oração da Igreja e de cada cristão. As ovelhas devem rezar por seu pastor! Mas, quando este se dá conta que sua própria vida de oração enfraquece, é hora de dirigir-se ao Espírito Santo e implorá-Lo com ânimo de pobre. O Espírito reacenderá o fogo em seu coração. Reacenderá a paixão e o encanto para com o Senhor. Este está sempre ali e deseja fazer a ceia com quem Lhe abre a porta.
É Ano Sacerdotal e, por isso, queremos orar, com perseverança e grande amor, pelos Presbíteros e com os Presbíteros. A propósito, a Congregação para o Clero, cada primeira Quinta Feira do mês, durante o Ano Sacerdotal, às 16 horas, celebra uma Hora eucarístico-mariana, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, para os Sacerdotes e com os Sacerdotes. Conosco vem rezar muita gente, com alegria.
Caríssimos Presbíteros, aproxima-se o Natal de Jesus Cristo. Faço a todos vós os melhores e mais fraternos votos de Bom Natal e Feliz Ano de 2010. O Menino Deus, no presépio, convida-nos a renovar para com Ele aquela intimidade de amigos e discípulos, a fim de reenviar-nos como Seus anunciadores!

Cardeal Dom Cláudio Hummes
Arcebispo Emérito de São Paulo
Prefeito da Congregação para o Clero

sábado, 12 de dezembro de 2009

A origem do Mal em Confissoes de Santo Agostinho

A seguir,publicamos material enviado pelo nosso querido amigo Rodicrisller Rodrigues,de Cuiaba,enviado a nos com a habitual modestia do autor.O texto consiste numa belissima e clara exposiçao de um dos pensamentos mais ilustres do doutor de Hipona.


A ORIGEM DO MAL EM CONFISSÕES DE SANTO AGOSTINHO

Trabalho apresentado à disciplina de Filosofia da Ciência, do curso de Ciências da Computação, da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus de Cuiabá, como requisito parcial para fechamento das atividades no semestre em curso.

1. Introdução

1.1 Metodologia
O método utilizado para realização deste trabalho foi uma revisão bibliográfica, da obra em questão, delimitando o objeto de estudo, e em seguida uma análise dos textos prospectando os pontos basilares que o filosofo defendeu sobre a origem do mal. Posteriormente será desenvolvida a explanação dos argumentos de Santo Agostinho que contrastam com o dualismo [de substância] de algumas filosofias e/ou religiões.

1.2 Objeto de Estudo
Foram eleitos para o presente trabalho, como objeto de estudo, a doutrina de Sto. Agostinho sobre a origem do mal. Contida mais estritamente nos capítulos três, quatro, cinco, sete , onze, doze, treze, quatorze e dezesseis do livro VII de suas Confissões.

1.3 Objetivo
Dentre as perguntas fundamentais que sempre nortearam a pesquisa filosófica estão as relacionadas ao mal, sua existência, origem e consequência para vida humana e para todo o cosmo. Tendo em vista a grande contribuição filosófica de Sto. Agostinho, que arduamente trabalhou para expor esta questão, este trabalho tem por objetivo explanar de forma clara os argumentos do filosofo evidenciando os erros de argumentação em que incorriam os que admitiam o dualismo. E também dar, segundo os argumentos dele, uma solução para o problema da origem do mal.


2. Desenvolvimento
2.1 Das Premissas

Em sua argumentação Sto. Agostinho tem algumas premissas que necessitam ser expostas para que toda a argumentação construída em cima delas tenha clareza e consistência.
Partindo da existência da gradação entre as diversos seres em relação as diversas qualidades que possuem, tem-se que o que possui alguma qualidade em grau absoluto não muda mais em relação a aquela qualidade, pois a possui em grau máximo. Daí parte, para Agostinho, um principio irrevogável, o da imutabilidade absoluta como qualidade necessária para Deus, princípio do Bem, e o da mutabilidade como necessário para a ocorrência do mal, que, como evidência Agostinho, se dá nos seres racionais também através do uso da faculdade volitiva , que permite a operação de mudanças nos seres.

2.2 Das Argumentações
“Estar sujeito a corrupção não é um bem” (Confissões, VII, cap. 4), partindo desse pressuposto Sto. Agostinho inicia uma pesquisa mais minuciosa para origem do mal. Descarta desde o principio ser Deus a origem do mal, visto que possui todas as qualidades em grau absoluto, portanto sempre imutável e não passível de corrupção. Mesmo se utilizando da faculdade volitiva Deus não mudaria para pior, pois Ele sempre quer o Bem, que é Ele mesmo.
Em um segundo momento ele busca então nos seres contingente a origem do mal. Passa a analise de todas as naturezas de seres. Percebe no entanto a origem comum dos seres e de suas qualidades em Deus, o que o leva a considerar a premissa da necessária imutabilidade de Deus e sua bondade constante já que incorruptível, que impossibilitaria a existência do mal nas coisas que tem por origem o próprio Bem.
Levanta então várias duvidas, dentre as quais da própria existência do mal. Acaba por se refutar ao provar a impossibilidade disto argumentando com base em uma constatação da psicologia humana. Se teme o mal, se o mal não existe, o próprio fato de temê-lo já é um mal, visto que tememos o mal sem motivo. “Portanto, ou o mal que tememos existe, ou o próprio fato de temê-lo é um mal”(Confissões, VII, cap. 5). O que levaria por lógica a existência do mal em qualquer hipótese.
Nesse contexto Sto. Agostinho já pensava na impossibilidade da solução dessa questão, conduto continua na investigação do assunto.
Foi só a partir do contato com o neoplatonismo que um novo caminho argumentativo foi possível. É portanto no capitulo doze que se concentra todo principal núcleo argumentativo sobre a questão do mal, no qual é mostrado a origem do mal e sua verdadeira natureza.

2.2.1 A corrupção necessita de um objeto bom para corromper
De inicio Sto. Agostinho se empenha para provar que todas as coisas passiveis de corrupção são boas propondo os seguintes raciocínios. As coisas não seriam passiveis de corrupção por dois motivos. Não se corromperiam por serem sumamente boas, portanto incorruptíveis e imutáveis ou não haveria de forma alguma a corrupção se as coisas não fossem boas, pois se não fossem boas não haveria nada para se corromper. Ao passo que ele afirma “A corrupção de fato é um mal, porém não seria nociva se não diminuísse um bem real. Portanto, ou a corrupção não é um mal, o que é impossível, ou – e isto é certo – tudo aquilo que se corrompe sofre uma diminuição de bem”(Confissões, VII, cap. 12).

2.2.2 A continuidade da existência de um objeto demonstra sua bondade intrínseca
Para expor essa ideia Sto. Agostinho leva ao máximo a ação da corrupção sobre algo, e percebe, que se houvesse a privação completa de todo bem de um objeto este deixaria completamente de existir. Porque tendo-se corrompido ao máximo algo, não haveria mais o que se corromper nele e se ele permanecesse existindo acabaria por ser melhor do que antes, pois permaneceria incorruptível. O que leva a um absurdo lógico, porque teria que se afirmar que as coisas seriam melhores sendo privadas de todo o bem. Portanto como argumenta Sto. Agostinho “[...], toda as coisas, pelo fato de existirem , são boas.” (Confissões, VII, cap. 12).

2.2.3 O mal não é uma substância
Diante dessas argumentações o bispo de Hipona, chega a conclusão de que o mal não existe enquanto substância. Usando para isso o argumento anterior, pois se existisse seria um bem. Portanto a natureza do mal não é substancial, mas como expõe posteriormente Sto. Agostinho, é uma perversão da vontade que leva a uma carência de uma qualidade real , ou a ausência da ordem necessária entre as coisas existentes. “E procurando o que era a iniquidade compreendi que ela não é uma substancia existente em si, mas a perversão da vontade que, ao afastar-se do Ser supremo, que és tu, ó Deus[...]” (Confissões, VII, cap. 16).

2.2.4 Analogia da Luz e da Treva
Para melhor ilustrar a ideia do mal como a privação de um bem real podemos utilizar um recurso literário, uma analogia.
A luz natural reflete de forma clara, em suas relações com a natureza, o argumento de Sto. Agostinho a respeito da natureza do mal. Levando em consideração as principais propriedades físicas da luz, sabemos que ela existe e a sua luminosidade torna possível aos seres que possuem uma sensibilidade a luz a recepção de sua interações com o meio, que delineia, em seus aparelhos sensoriais, as formas e cores dos objetos. Por vezes, dependendo da maneira com que a fonte de luz esta posicionada em relação a um objeto, temos a formação de sombras. Essas sombras são por sua natureza a privação da atuação da luz natural naquele local, onde ela não pode chegar, pelos impedimentos físicos inerentes a natureza material do objeto. Assim um candelabro posto em frente a uma chaleira pode iluminar parte da superfície dela, porém, existe uma outra parte em que ela não consegue chegar e iluminar.
Logo, podemos tirar dessa fato que, para Sto. Agostinho, o mal seria como as sombras de determinado objeto. Elas carecem de existência real, são antes a ausência de um bem real, a luz. Analogamente, o mal não existe substancialmente, antes é a carência do bem, seja na quantidade, no tipo, ou na ordem em que ele assume em relação a outros bens.

2.3. Corolário aos argumentos de Santo Agostinho
Os argumentos de Sto. Agostinho também poderiam ser expostos de forma mais clara se evidenciássemos um pressuposto importante. Acrescento aqui esta premissa para melhor compreensão dos argumentos anteriores.
Tendo como base outra premissa, a qual já consideramos previamente levada à evidência, que tudo que existe possui uma natureza. Temos que a natureza do existir (enquanto uma qualidade do ser) pode ser tão somente uma só, tendo em vista que é uma única qualidade. O que nos leva a considerar que tudo que existe participa também dessa mesma natureza do existir, consequentemente se a natureza do existir é boa tudo seria bom e se a natureza do existir fosse má, tudo seria mal. Portanto, ou tudo seria mal ou tudo seria bom, não havendo a possibilidade de um dualismo de substância.
Podemos continuar, a partir desse pressuposto desenvolvido aqui, a provar pelos argumentos de Santo Agostinho que o existir não pode ser mal, concluindo assim todo o raciocínio sobre a natureza do mal e sua origem.


3. Conclusão
A precisão da argumentação de Santo Agostinho leva a exposições de refutações concisas para quem pretenda sustentar a tese da dupla substância como explicação ao contraste existente na natureza humana e no cosmo. A produção dos argumentos fornecem pontos primordiais que invalidam pela lógica formal a existência de uma substância má que tanto influenciaram as filosofias antigas, e no ambiente cristão algumas heresias gnósticas nos primeiros séculos da Era Cristã. Também invalida uma possível argumentação com base dualista de teses racistas e/ou xenofóbicas, em que se consideraria a origem do mal uma determinada raça ou nação, que claramente contrastaria com um verdadeiro humanismo almejado pela filosofia. Enfim, este trabalho encontra o cumprimento de seus objetivos ao expor os argumentos do doutor de Hipona contra os dualistas e almeja uma saudável contribuição para o pensamento humano.

domingo, 13 de setembro de 2009

Desculpas e anuncios

Prometi no post anterior,que registraria tudo da Missa Tridentina em Itu.Infelizmente,por questoes tecnicas,não pude fotografar e nem gravar nada da Missa.Em breve publicarei aqui,um breve relato do clima que preencheu a noite do dia 7de setembro,na belissima Igreja do Carmo,em Itu-SP.
Inicio hoje,uma pequena reformulação do blog,que contará com mudanças no layout e com a serie"Tesouros esquecidos"-sequencia de postagens com fotos de paramentos,livros e textos riquissimos,hoje esquecidos por quase todos.
Assim sendo peço a paciencia e colaboração de todos,já que teremos testes e modificaçoes constantes no layout aré encontrarmos o ideal

sábado, 5 de setembro de 2009

A Forma Extraordinaria em Itu.

Com imensa alegria venho comunicar-lhes que no dia 7 de setembro,será celebrada em Itu-cidade onde atualmente moro- a missa conforme a Forma Extraordinaria do Rito Romano.Ocorrerá na igreja do Carmo,sendo celebrada pelo Revendissimo Pe.Almir,da Sociedade Sacerdotal São Pedro,as 19h30.
O momento certamente será sublime,e prometo registrar tudo.

sábado, 8 de agosto de 2009

Comentarios acerca da Catequese de Bento XVI sobre o Santo Cura d'Ars(parte I)

Na breve Catequese sobre S.João Maria Vianney(leia post anterior),Bento XVI abordou parte da biografia do santo,aproveitando para destacar importantes traços em sua formação,ação pastoral e vida espiritual.Traços que são colocados como exemplo aos sacerdotes.Comento alguns pontos da Catequese:

1.)O ambiente familiar do Cura d’Ars,e a influencia deste sobre a vocaçao do santo,colocado em comparaçao com o ambiente familiar atual e a realidade catolica:

Para situar o momento histórico em que o Santo Cura d’Ars viveu,Bento XVI fala da França pós-revolucionaria;a França de Robespierre e de Marat;A França destruída em seus valores cristãos onde imperava(e Bento XVI frisou esse ponto)a ditadura do racionalismo que:” foi inadequado porque não levou em conta os limites humanos e aspirou a elevar apenas à razão a mistura de todas as coisas, transformando-as em uma idéia”.
Mas então,o Santo Padre apresentaum fator decisivo na vida de S.João Maria:[o santo]” nasceu na pequena aldeia de Dardilly, a 8 de maio de 1786, de uma família camponesa, pobre em bens materiais, mas rica em humanidade e fé.”
Portanto,a família,chamada por alguns de “célula-mater” da sociedade,foi paraosanto o núcleo da oposição ao “Novo Regime”,e hauriu forças para isso na Fé Católica profundamente radicada.Foi com sua mãe que o pequeno João Maria aprendeu a rezar...
É certo que tal exemplo serve também para nós,católicos do “pos-concilio Vaticano II”,e a falta dele é preocupante.Quantas famílias hoje podem ser consideradas ricas “em humanidade e fé”?Quantos filhos aprendem a rezar com seus pais e avós no globalizado século XXI?
Poucos,pouquíssimos.Fui catequista de Crisma por dois anos,e nesse tempo pude ver melhor a triste realidade de nossa juventude:jovens com mais de 13 anos que desconhecem simples orações.Que desconhecem,caros leitores,o básico do cristianismo.Não sabem recitar o Credo,e por isso já não conhecem sua Fé,e consequentemente não podem defende-La.Desconhecem a realidade da Missa,e,por isso, a ela não vão.E quando são crismados(porque pasmem,eles são crismados) ao invés de tornarem-se soldados do Senhor dos Exércitos,tornam-se,desgraçadamente,prisioneiros do Maligno.
Rezo ao Deus Altíssimo por eles,para que o conhecimento da Verdade os liberte.Porque,caros leitores, a culpa não é deles,nem tampouco de seus familiares.A culpa residiria nos catequistas?Não.Residiria nos sacerdotes que confiam o trabalho catequético aos leigos.Não sou contra a catequese dada por leigos,desde que os mesmos sejam bem formados e acompanhados de perto por seus párocos.
Infelizmente,achar um bom catequista leigo hoje em dia é extremamente difícil.Isso indica a escassez de bons sacerdotes,que atentem para a Catequese e que celebrem com zelo os Divinos Mistérios.
Concluindo essa primeira parte dos meus comentários,quero utilizar-me de uma frase que li numa entrevista de um famoso padre exorcista.Dizia ele que seu velho pároco ensinava que a ignorância é o oitavo sacramento da Igreja.Por meio dela muitos seriam salvos.Entendido bem,isso é extremamente ortodoxo.Faz lembrar a condição de “ignorância invencível” do qual fala o Concilio de Trento e por meio do qual não-catolicos podem se salvar(desde que cumpram certos preceitos como a Lei Natural e etc).
Porém,quantos dos “católicos” citados nesse post podem se enquadrar na condição de “ignorância invencível”?Certamente não os sacerdotes...

“Por alguma fresta a fumaça de Satanás entrou nos nossos Seminários[e Casas Religiosas]...”

S.S Bento XVI apresenta S.João Maria Vianney(comento no post seguinte)

Audiencia Geral de quarta-feira,dia 5 e agosto(Castel Gandolfo)

Queridos irmãos e irmãs,
na catequese de hoje, pretendo percorrer brevemente a vida do Santo Cura d'Ars, destacando alguns traços que possam servir de exemplo para os sacerdotes do nosso tempo, certamente uma época diferente daquela em que ele viveu, mas marcada, em muitos aspectos, pelos mesmos desafios fundamentais humanos e espirituais. Exatamente ontem se cumpriram os 150 anos de seu nascimento ao Céu: eram duas da manhã de 4 de agosto de 1859 quando São João Maria Vianney, terminado o curso de sua existência terrena, foi ao encontro do Pai celestial para receber como herança o reino preparado desde a criação do mundo para aqueles que seguiram fielmente seus ensinamentos (cf. Mt 25, 34). Que grande festa deve ter acontecido no Paraíso ao ingresso de tão zeloso pastor! Que acolhida deve ter sido reservada a ele pela multidão de fiéis reconciliados com o Pai, por meio de seu trabalho como pároco e confessor! Gostaria de partir deste ponto para pôr em destaque o Ano Sacerdotal, que, como se sabe, tem o tema “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”. Depende da santidade a credibilidade do testemunho e, em definitivo, a eficácia da missão de cada sacerdote.
João Maria Vianney nasceu na pequena aldeia de Dardilly, a 8 de maio de 1786, de uma família camponesa, pobre em bens materiais, mas rica em humanidade e fé. Batizado, como era costume na época, no mesmo dia do nascimento, dedicou os anos da infância e da adolescência ao trabalho no campo e ao pastoreio de animais, de tal forma que, à idade de dezessete anos, ainda era analfabeto. Mas conservava na memória as orações ensinadas pela piedosa mãe e se nutria do sentido religioso que se respirava em casa. Os biógrafos contam que, desde o início da juventude, ele buscou moldar-se à vontade divina, mesmo nas tarefas mais humildes. Cultivava em mente o desejo de se tornar sacerdote, mas não foi fácil alcançar isso. Chegou à ordenação presbiteral depois de muitas vicissitudes e incompreensões, graças à ajuda de sábios sacerdotes, que não se detiveram a considerar somente seus limites humanos, mas souberam olhar mais longe, intuindo o horizonte de santidade que se perfilava naquele jovem verdadeiramente singular. Assim, a 23 de junho de 1815, foi ordenado diácono, e a 13 de agosto seguinte, sacerdote. Finalmente, à idade de 29 anos, depois de muitas incertezas, insucessos e lágrimas, pôde subir ao altar do Senhor e realizar o sonho da sua vida.
O Santo Cura d'Ars sempre manifestou a mais alta consideração pelo dom recebido. Afirmava: "Ó, que grandioso é o sacerdócio! Só se compreende bem no Céu... mas se o compreendesse sobre a terra, morrer-se-ia, não de temor, mas de amor" (Abbé Monnin, Esprit du Curé d'Ars, p. 113). Além disso, quando criança, tinha confiado a sua mãe: "Se eu fosse padre, conquistaria muitas almas" (Abbé Monnin, Procès de l'Ordinaire, p. 1.064). E assim foi. No serviço pastoral, tão simples como extraordinariamente fecundo, este anônimo pároco de uma distante aldeia do sul da França conseguiu de tal modo identificar-se com o seu ministério que se tornou, de uma maneira visivelmente reconhecível, alter Christus, imagem do Bom Pastor, que, diferentemente dos mercenários, dá a vida por suas ovelhas (cf. Jo 10:11). A exemplo do Bom Pastor, ele deu a vida nos decênios de seu serviço pastoral. Sua existência foi uma catequese viva que adquiria uma eficácia particularíssima quando as pessoas o viam celebrar a missa, deter-se em adoração diante do sacrário ou passar muitas horas no confessionário.
O centro de toda sua vida foi a Eucaristia, que celebrava e adorava com devoção e respeito. Outra característica fundamental desta extraordinária figura sacerdotal era o assíduo ministério da confissão. Reconhecia na prática do sacramento da Penitência o natural cumprimento do apostolado sacerdotal, em obediência ao mandato de Cristo: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados” (cf. Jo 20, 23). São João Maria Vianney distingue-se portanto como ótimo e incansável confessor e diretor espiritual. Passando, com “um único movimento interior, do altar ao confessionário”, onde transcorria grande parte do dia, buscava de todos os modos, com a pregação e com o aconselhamento, fazer os paroquianos redescobrirem o sentido e a beleza da penitência sacramental, mostrando-a como um sinal íntimo da presença da Eucaristia (cf. Carta aos sacerdotes para o Ano Sacerdotal).
Os métodos pastorais de São João Maria Vianney poderiam parecer um pouco distantes das atuais condições sociais e culturais. Como poderia imitá-lo um sacerdote hoje, em um mundo tão mudado? Se é verdade que mudam os tempos e muitas características são típicas de cada pessoa, às vezes irrepetíveis, há no entanto um estilo de vida e um alento fundamental que todos somos chamados a cultivar. Na verdade, o que fez santo o Cura d’Ars foi a sua humilde fidelidade à missão a que Deus o chamou, foi seu constante abandono, cheio de confiança, nas mãos da Divina Providência. Ele conseguiu tocar o coração das pessoas não com a força de seus talentos humanos, ou através de um louvável esforço da vontade; conquistou as almas, mesmo as mais resistentes, comunicando-lhes aquilo que vivia internamente, que era a sua amizade com Cristo. Foi “apaixonado” por Cristo, e o verdadeiro segredo do seu sucesso pastoral estava no amor que nutria pelo mistério eucarístico anunciado, celebrado e vivido, que passou a ser amor pelo rebanho de Cristo, os cristãos e todas as pessoas que buscam a Deus. O seu testemunho nos recorda, queridos irmãos e irmãs, que para cada pessoa batizada, e ainda mais para o sacerdote, “a Eucaristia não é apenas um evento com dois protagonistas, um diálogo entre Deus e mim. A comunhão eucarística encaminha para uma transformação total da própria vida. Com toda força escancara o eu inteiro do homem e cria um novo nós" (Joseph Ratzinger, a Sagrada Comunhão na Igreja, p. 80).
Longe de diminuir a figura de São João Maria Vianney a um exemplo, embora louvável, da espiritualidade devocional do século XIX, é necessário, por outro lado, compreender a força profética que marca sua personalidade humana e sacerdotal de uma altíssima atualidade.
Na França pós-revolucionária, que experimentava uma espécie de "ditadura do racionalismo", empenhada em apagar a presença dos padres e da Igreja na sociedade, ele tinha vivido anteriormente –nos anos de juventude– uma heróica clandestinidade percorrendo quilômetros pela noite para participar da Santa Missa. Depois –como sacerdote– distingue-se por uma singular e fecunda criatividade pastoral, pronta a demonstrar que o racionalismo, então imperante, era na realidade distante de satisfazer as necessidades autênticas do homem.
Queridos irmãos e irmãs, 150 anos após a morte do Santo Cura d'Ars, os desafios da sociedade moderna não são menos exigentes, talvez até se tornaram mais complexos. Se naquele tempo havia a “ditadura do racionalismo”, hoje se registra em muitos ambientes uma espécie de "ditadura do relativismo". Ambas lançam respostas inadequadas à justa procura do homem por usar de modo pleno a razão como elemento distintivo e constitutivo da própria identidade. O racionalismo foi inadequado porque não levou em conta os limites humanos e aspirou a elevar apenas à razão a mistura de todas as coisas, transformando-as em uma ideia; o relativismo contemporâneo mortifica a razão, porque de fato chega a afirmar que o ser humano não pode conhecer nada com certeza além do campo científico positivo. Hoje, como então, o homem, “mendicante de significado e completude”, sai em contínua busca das respostas exaustivas às questões de fundo que não cessam de se colocar.
Tinham bem presente esta “sede de verdade”, que arde no coração humano, os Padres do Concílio Vaticano II, quando afirmaram que cabe aos sacerdotes, “como educadores da fé”, formar uma “genuína comunidade cristã”, capaz de abrir “a todos o caminho para Cristo” e de exercer “uma verdadeira maternidade” para eles, indicando aos que não crêem “o caminho para Cristo e para a Sua Igreja”, e constituindo para os que já crêem “ânimo, alimento e sustento no combate espiritual”. (cf. Presbyterorum ordinis, 6). O ensinamento que a este propósito continua a transmitir o Santo Cura d’Ars é que, na base de tal empenho pastoral, o sacerdote deve cultivar uma íntima união pessoal com Cristo, fazendo-a crescer dia após dia. Só se estiver apaixonado por Cristo, o sacerdote poderá ensinar a todos esta união, esta amizade íntima com o divino Mestre; poderá tocar os corações das pessoas e abri-las ao amor misericordioso do Senhor. Só assim poderá infundir entusiasmo e vitalidade espiritual à comunidade que o Senhor lhe confia. Oremos para que, por intercessão de São João Maria Vianney, Deus conceda santos sacerdotes à sua Igreja e para que cresça nos fiéis o desejo de sustentar e auxiliar o seu ministério. Confiemos esta intenção a Maria, que hoje invocamos como Nossa Senhora das Neves.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Retomando os trabalhos...

Ultimamente tenho dedicado pouco – ou quase nenhum- tempo a este blog.As razões são inúmeras e contudo não justificam tal ausência.Por isso nessa quinta-feira,revestida com a Festa da Transfiguração do Senhor,gostaria de comentar alguns fatos ocorridos nos últimos tempos,bem como recomendar alguns sites e blogs que venho acompanhando nesses últimos tempos.
O primeiro ponto que quero abordar é a publicação da terceira encíclica de Sua Santidade Bento XVI – Gloriosamente Reinante-que vem causando alarde nos meios de comunicação;calafrios nos antros moderno-progressistas e sonoros “vivas” no meio conservador.A tão aguardada primeira encíclica social do Pontífice surpreendeu a todos.Com o singelo propósito de promover uma “releitura da Populorum Progressio”(a qual é dedicado o primeiro capitulo)Bento XVI vai além do que todos imaginavam:aborda questões doutrinarias polemicas,tocando inclusive em uma questão política,a saber, a funcionalidade e utilidade da ONU nos dias atuais.
Mas não é propriamente essa questão[política] que deve chamar a atenção de nós, católicos,no brilhante conteúdo da encíclica Caritas in Veritate.A questão maior,não só da encíclica mas de todo o Pontificado de Bento XVI,é a que diz respeito a Verdade:a busca,o conhecimento e a adesão à Verdade,Revelada em Nosso Senhor e confiada a Sua Igreja,e a conseqüente mudança de mentalidade do homem.Essa mudança de mentalidade consiste no despertar do homem para a transcendência,para Aquele que o criou.
O leitor menos desavisado poderá questionar-se:”Mas apontar o transcendente não é o dever sagrado de qualquer religião?”Certamente.Mas a forma com que o Pontífice alemão o faz é especialmente merecedora de elogios.Porque fazia tempo que não se ouvia um Papa falar com tanta firmeza e de modo tão ortodoxo.Como diria Orlando Fedeli,fazia provavelmente 40 anos...
Além de defender a abertura do homem para o transcendente, o Santo Padre luta em defesa da Verdade.Ora,mas para isso é necessário admitir a existência de uma verdade sólida,objetiva,imutável.Cai por terra o relativismo e o indiferentismo religioso.E na queda do ultimo,Bento XVI ataca o espírito do Concilio Vaticano II que formulou e propagou o igualitarismo religioso e definiu a liberdade com simples ausência de coação civil. “A liberdade religiosa não significa indiferentismo religioso, nem implica que todas as religiões sejam iguais[133]” (Bento XVI, Caritas in veritate, nº 56).
Disse-o Bento XVI.E não apenas na encíclica.Disse-o por meio de seus gestos desde o inicio de seu ministério petrino.
Rezemos,pois,ao Deus Eterno e Todo-Poderoso,para que os homens compreendam que a única religião verdadeira se encontra na Igreja Católica,e que uma vez conhecida essa Verdade,a Verdade que é Cristo,tem-se para com Ela um dever irrenunciável.
Rezemos também pelo Santo Padre o Papa Bento XVI,para que não seja intimidado pelos moderno-progressistas e nem manipulado pelos conservadores,mas que seja conduzido pelo Espírito Santo,no amor a Cristo e a Sua Igreja.


“Ut in omnibus Glorificetur Deus”

sábado, 18 de julho de 2009


Perdido em meio a livros antigos,publicados num tempo “mais católico”,encontrei um belíssimo hino,providencialmente intitulado de “Hino Católico”.As palavras comoveram meu coração e minha alma.Falam de uma terra.Falam de uma fé,mais do que isso,falam da Fé Verdadeira.Falam,enfim,de uma terra batizada,com sangue consagrada a Nosso Senhor.Falam da Terra de Vera Cruz,do Brasil.
Os versos transcrevo aqui:




1.Minha Terra batizada
Terra foi de Santa Cruz
Sendo assim predestinada
Para o culto de Jesus.

Brasileiros,bons e puros,
Para o céu erguei as mãos;
Mais e mais em Deus seguros
Tende fé,sede cristãos.

2.No horizonte brasileiro,
Quando reina a escuridão,
Há de estrelas um cruzeiro
Celebrando a redenção.

3.O Brasil,se às leis da Igreja,
Leis de amor,obedecer,
Vencerá qualquer peleja,
Glória eterna há de colher.

4.Quem à luz do catecismo
Retempera a alma feliz,
Com virtude,com civismo,
Servir sabe o seu país.

5.Deus,de modo tão sublime,
Pôs aqui os brilhos seus,
Que seria horrível crime
Não se amar aqui a Deus.

Rendendo graças a Nosso Senhor pela bravura e coragem de nossos pais na Fé,mas também implorando a Ele a graça para nós brasileiros que confiamos em Sua proteção de podermos vencer todas as adversidades,e tornamo-nos estrelas do imenso cruzeiro que é a Santa Igreja,brilhando nestes tempo de escuridão,Despeço-me Cordialmente,

E.F.S,
Ut in omnibus Glorificetur Deus

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Uma noticia que desagrada uns e agrada outros





Bispo de Jundiaí é nomeado arcebispo de Juiz de Fora
O Papa Bento XVI nomeou hoje Dom Gil Antônio Moreira Arcebispo de Juiz de Fora (MG). O bispo responde atualmente pela Diocese de Jundiaí(Uma das mais importantes do Estado) (SP), com 61 paróquias e cerca de 400 comunidades distribuídas em 11 municípios. Dom Gil substituirá d.Eurico dos Santos Veloso, que renunciou em obediência ao Direito Canônico, por ter atingido a idade jubilar, 75 anos. O atual bispo de Jundiaí é natural de Itapecerica (MG) e tem 58 anos.Dom Gil, que completará cinco anos como bispo de Jundiaí - um rebanho de cerca de um milhão de fiéis - no dia 15 de fevereiro deste ano, continuará à frente da diocese até sua posse, dia 28 de março, na Catedral de Juiz de Fora. Depois disso, um conselho de presbíteros (padres) escolherá um administrador diocesano até que o Papa nomeie um novo bispo para Jundiaí."A gente fica dividido quando acontece isso. De um lado, cheio de uma gratidão imensa à Igreja e ao Papa, pelo reconhecimento do trabalho, apesar da minha insignificância. E de outra parte, a tristeza de deixar o povo de uma Diocese como essa de Jundiaí, com o qual me identifiquei muito e com o qual pude compartilhar muitas alegrias e realizações", comenta o bispo que Receberá o palio - símbolo do arcebispado - das mãos de Bento XVI, em Roma, no dia 29 de junho, Dia de São Pedro.CurrículoDom Gil Antônio Moreira nasceu em Itapecerica, na Diocese de Divinópolis, no Estado de Minas Gerais, no dia 9 de outubro de 1950. Depois dos estudos iniciais no "Colégio São Geraldo" de Divinópolis, cursou a Faculdade de Ciências e Letras em Divinópolis obtendo o bacharelado. De 1970 a 1973, cursou Filosofia no Seminário Maior Diocesano e, de 1974 a 1976, cursou Teologia junto à Pontifícia Universidade Católica de Belo Horizonte. Depois da ordenação sacerdotal fez Mestrado em História da Igreja junto à Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma e participou do curso para formadores dos seminários em Viamão (RS) e em Toluca (México).Em 18 de dezembro de 1976, recebeu a ordenação sacerdotal. Então foi Vigário Paroquial e Pároco igrejas de Minas, reitor de seminários, teve e tem expressiva participação junto à CNBB, tanto como sacerdote como padre. No dia 14 de julho de 1999 foi nomeado Bispo Titular de Torre di Mauritânia e Auxiliar de São Paulo, e recebeu a ordenação episcopal no dia 16 de outubro do mesmo ano.Como Bispo Auxiliar desenvolveu as seguintes atividades: Responsável pelos Seminários e Coordenador da Pastoral Vocacional; Coordenador da equipe de formação dos diáconos permanentes; Responsável pela Pastoral da Juventude e Universitária; Presidente da Comissão Regional para os Bens Culturais da Igreja; Membro da Comissão Episcopal Nacional para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.Em 7 de janeiro de 2004 é nomeado bispo de Jundiaí. Toma posse no dia 15 de fevereiro do mesmo ano e, em abril de 2007 torna-se membro da Congregação para a Educação Católica do Vaticano.
(http://www.bemparana.com.br/index.php?n=95300&t=bispo-de-jundiai-e-nomeado-arcebispo-de-juiz-de-fora)


A reação dos fieis foi em si bem diversa.Alguns estão em lagrimas outros estão em festa.As reações contrastantes parecem ter explicação na própria personalidade do bispo:uma personalidade forte,sendo ele definido por alguns como autoritário e por outros como um bispo bondoso de peculiar senso de humor.Duas grandes balizas de sua atuação em Jundiaí foram:A rígida formação do Seminário Diocesano e as Romarias Diocesanas a Aparecida.
Particularmente,sempre discordei dasatitudes dele no que diziam respeito a forma de receber a Sagrada Comunhão,já que o Reverendíssimo proibiu a comunhão na boca e de joelhos.Por outro lado,suas homilias sempre eram(e continuarão sendo) de sabedoria profunda.Recordo-me especialmente da ultima Celebração do Sacramento da Crisma aqui na Paróquia Nossa Senhora do Montenegro.Sua homilia foi vibrante,e a missa(dita de Paulo VI) foi celebrada com silencio e dignidade(se bem que ele pareceu esquecer algumas rubricas).
Enfim,peço a todos que rezem,por D.Gil na Arquidiocese de juiz de Fora,e pela Diocese de Jundiaí,para que está tenha um novo bispo fiel ao Papa e a Tradição da Igreja.


P.S:Para aqueles que dizem que não gosto de Dom Gil,fica a informação de que estou sinceramente triste em não poder conhecê-lo melhor,agora que sou um neo-seminarista da Diocese de Jundiaí.